• Tatiana Py Dutra

É batata, mas pode chamar de ‘papas’

Diferentes variedades do tubérculo, produzidas nas altitudes do Peru, estão invadindo o Brasil pelas mesas dos restaurantes


Esse delicado pudim é feito de batatas (Foto: Inove Aceleradora)

Aposto que você não sabia dessa: a batata é originária do Peru. Sí, sí, sí. O tubérculo é cultivado nas altitudes pelos Incas (e seus descendentes) desde tempos imemoriais. Na época da colonização da América Latina, os espanhóis descobriram a riqueza que brotava da terra e levaram o produto para a Europa.

A batata acabou difundida pelo mundo inteiro, graças a sua boa capacidade de adaptação, e hoje é o 4º alimento mais consumido no mundo, com 217 milhões de toneladas por ano (atrás do leite, do trigo e do arroz).


Ok, mas se eu falo no assunto e você pensa nas variedades inglesa e asterix, saiba que há mais batatas na terra do que você imagina.

“Há entre 4 mil ou 5 mil variedades, mas comercialmente, não é isso tudo. Há, no máximo, 500 variedades com potencial de comercialização”, explica Masashi Hiroshima, diretor administrativo da Bioandina Alimentos, empresa que está querendo mostrar para os brasileiros o que a batata peruana tem.

A empresa de Hiroshima está trazendo ao Brasil nove variedades, produzidas na base da enxada, 4 mil metros acima do nível do mar: Yana Imilla, Putis, Tumbay, Huencos, Gaspar, Ccompis e Amarilla Reyna. Elas se parecem muito pouco com as batatas que conhecemos. A Yana Imilla, por exemplo, seria considerada abaixo do tamanho médio. A Huencos é roxa por dentro.

As diferenças não param por aí. Elas são riquíssimas em vitaminas e sais minerais (como ferro e cálcio), além de ter uma textura bem diferente das batatas que conhecemos. Enquanto a porcentagem de água da batata inglesa passa de 79%, a das papas peruanas gira em torno de 4%.

Na mesa dos chefs

Se essa rusticidade indie deixou você com os olhos arregalados, encanou chefes de cozinha de Brasília e São Paulo que estão incluindo o produto nos menus de seus restaurantes. No início de novembro, o chef Marco Espiniza, do brasilense Taypá, serviu dois jantares nos quais “las papas peruanas” eram atração principal. Teve papa recheada, tartar de batata, chips, almôndega de batata e até pudim.


“Os chefs de cozinha estão sempre procurando novos produtos e sabores e hoje a culinária peruana hoje desperta muita atenção. Havia muita gente procurando já esse produto, valoriza Masashi, que além de Marco Espinoza, atende ao chef Sebastian Parasole e os restaurantes da Eataly de São Paulo. Uma saborosa invasão peruana está para começar.

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