• Tatiana Py Dutra

Tem veneno na lata?

Conheça alguns mitos e verdades sobre a comida enlatada, um centenário coringa da culinária mundial


De uns anos para cá, dizer que é Masterchef, Top Chef, Super Chef virou moda entre quem tem algum talento e tempo para deslizar entre fouets, panelas e receitas. Se a popularização da gastronomia pode carregar uma boa dose de frescura, também traz vantagens: aprendemos a procurar ingredientes selecionados, de boa procedência e o mais frescos possíveis, e algumas das melhores práticas de preparo e nutrição.


Mas e quando a gente só quer comer qualquer coisa rapidão? Tem problema abrir umas latas de alimentos para dar uma melhorada no macarrão e matar a fome?


“O alimento in natura, quase sempre é melhor. Mas, no passado, havia muito receio sobre o consumo de produtos enlatados por que alguns conservantes eram tóxicos e com potencial cancerígeno, como o com bisfenol-A (BPA) e Ftalatos”, conta a nutricionista Eliete Correia.

A praticidade das comidas enlatadas é inquestionável. Tanto é que elas começaram a a ser produzidas no século 19, mas essa forma de preservação de alimentos nasceu século 16. O cozinheiro francês Nicolas Appert se viu desafiado pelo governo a desenvolver um método que impedisse a deterioração do alimentos para que os soldados levassem à frente de batalha, já que não havia métodos de refrigeração disponíveis.


“Ele usou jarros de vidro tampados com rolhas e selados com cera, mantidos em água fervente para preservar, entre outras coisas, sopas, sucos, laticínios e doces”, conta Eliete.


Hoje, em todo o planeta são produzidos 200 bilhões de latas de comida por ano. É tranquilo comer de qualquer uma delas? Na verdade, não.


“Latas perfuradas ou estufadas não devem ser consumidas, já que indicam reações químicas inadequadas para o consumo”, diz Eliete.

A recomendação da especialista é escolher embalagens feitas em aço (a maioria tem um sistema de abertura que dispensa abridor de latas). Mais resistentes, o que facilita o envase do produto e a criação da película interna flexível, que acompanha a deformação da embalagem e protege o conteúdo mesmo em caso de amassamento. O modelo também dispensa o uso de conservantes nos alimentos que é mais saudável. Veredito?


“Leia o rótulo. Há uma lenda de que o milho em lata é menos calórico que o in natura, mas o enlatado pode ter sódio em excesso, o que não é bom. Então, olho no rótulo. Caso você não reconheça como alimento alguma expressão contida nos ingredientes, é conservante, corante, acidulante... Prefira o natural sempre que possível”, orienta a nutricionista.

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